"Comprar ações na bolsa" soa complicado, mas a ideia é simples: você vira sócio de uma empresa de verdade, e a bolsa é só o lugar organizado onde essa fatia de sociedade troca de mãos.
Uma ação é a menor fração da propriedade de uma empresa. Se uma empresa é dividida em 1 bilhão de ações e você tem 1.000, você é dono de 1 milionésimo dela — dos lucros, do crescimento e (proporcional) das decisões. Comprar ação não é "apostar num código que sobe": é virar sócio de um negócio.
Como sócio, você ganha de dois jeitos (lembra da Aula 01): recebendo parte do lucro (dividendos) e pela valorização da ação se a empresa prospera.
Empresas vendem ações para levantar dinheiro sem pegar empréstimo: em vez de dever ao banco, elas convidam sócios. A primeira vez que abrem o capital ao público tem nome:
No IPO (oferta pública inicial), a empresa vende ações novas e o dinheiro vai para ela — isso é o mercado primário. Depois disso, quando você compra uma ação, compra de outro investidor que quer vender — a empresa não recebe nada. Isso é o mercado secundário, e é onde acontece 99% do dia a dia da bolsa.
A B3 é a bolsa de valores brasileira — o "mercado" central onde as ações (e FIIs, opções, futuros) são negociados, com regras, fiscalização e garantia de liquidação. Você acessa por uma corretora, pelo home broker.
O preço de uma ação não é "definido" por ninguém — ele emerge do encontro entre quem quer comprar e quem quer vender, no book de ofertas. Tem mais comprador disposto a pagar? O preço sobe. Mais vendedor querendo sair? Cai. É oferta e demanda em tempo real.
A liquidez é a facilidade de comprar/vender um ativo rapidamente e sem mexer no preço. Uma ação muito negociada (PETR4, VALE3) tem alta liquidez — você entra e sai na hora. Uma "micro cap" pouco negociada tem baixa liquidez: pode não haver comprador quando você quiser vender (o risco de liquidez da Aula 03).
O Ibovespa (IBOV) é o principal índice da bolsa brasileira — uma "cesta" das ações mais negociadas, ponderada por tamanho. Ele funciona como a média do mercado: quando dizem "a bolsa subiu 2% hoje", normalmente é o Ibovespa. É também o benchmark contra o qual se mede se um investidor "ganhou do mercado".
A Allokin consome os preços e volumes da B3 (via MT5) para alimentar os screenings. Um filtro de liquidez (piso de negociação) descarta ações ilíquidas demais para operar — você não quer selecionar um ativo que não consegue comprar nem vender. E o Ibovespa é o benchmark: a tese da Allokin é, justamente, a seleção de ações bater o IBOV de forma estatisticamente comprovada.
b. É o mercado secundário — a empresa só recebe no IPO (primário).
b. Ação = fração de propriedade. Emprestar à empresa seria renda fixa (debênture).
b. Baixa liquidez = difícil negociar rápido sem mexer no preço. É um risco real.
Pegue uma empresa cujo produto você usa todo dia. Se você pudesse ser sócio dela — receber parte do lucro e crescer junto —, isso muda como você enxerga "comprar uma ação"? Investir em ações é exatamente isso, em escala mínima.